Nem todo mundo nasceu para ter filhos

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Esse assunto é muito delicado, difícil conversar a respeito. Mas é fato, tem gente que não nasceu para ter filhos!

Não é vergonha admitir que não quer ter filhos! Pelo contrário, é muito melhor assumir o fato do que sofrer com uma criança no colo. A gente vê tanto caso de maus tratos, de abandono e muito mais, e muitas vezes isso acontece porque os filhos vieram por razões erradas. E não falo só de gravidez acidental. Tem gente q tem filho por pressão de parceiro ou família e não consegue se adaptar a vida de mãe ou pai.

Essa matéria saiu no site do UOL e achei que vai direto ao ponto. Vale a leitura. Se não se aplica a você, com certeza você poderá aconselhar alguém na situação.

Conheça sete motivos errados para querer ter filhos

Uma criança deveria vir ao mundo porque é fruto de um desejo e de um amor muito intenso entre seus pais, que, juntos, decidiram o momento ideal da relação para gerá-la. Nem sempre, porém, é o que acontece, e o nascimento de um bebê por uma razão equivocada pode trazer muitos problemas a um casal: rompimento, inclusive. UOL Comportamento conversou com especialistas que elencaram sete motivos errados para engravidar. Veja:

1. Segurar casamento ou o par

Muitas pessoas –em sua maioria, mulheres, mas alguns homens também pensam desse modo– acreditam que o nascimento de um bebê é uma espécie de “celebração mágica” de um relacionamento perfeito. A chegada de uma criança, para muita gente, serviria para fortalecer os vínculos afetivos entre seus pais, enchendo a casa de amor e alegria. É fato que filhos dão um novo colorido à existência, mas para que isso aconteça é fundamental que o casal já esteja bem, e nunca jogar a esperança de se entenderem nos ombros de alguém que não tem nada a ver com seus problemas.

Segundo a psicóloga Cecilia Russo Troiano, de São Paulo (SP), autora do livro “Vida de Equilibrista – Dores e Delícias da Mãe que Trabalha” (Ed. Cultrix), filhos devem ser planejados e fruto do desejo do casal em formar uma família. “Se antes de ter filhos o casal já não está bem, com a chegada de um bebê os conflitos podem se acentuar, já que outros temas surgirão sobre os quais os pais terão que se entender. A harmonia do casal precisa ser ainda mais efetiva após as crianças. Se não há isso antes do nascimento, o filho pode ser o gatilho da separação, porque os cuidados fazem com que as diferenças fiquem mais evidentes”, afirma Cecilia.

2. Fazer companhia para o filho que o casal já tem

Para Sergio Klepacz, psiquiatra do Hospital Samaritano de São Paulo, esse pode até ser um argumento compreensivo, mas não garante a felicidade nem a estabilidade emocional dos filhos –de nenhum deles. “Em alguns casos, pode até gerar ciúmes excessivos entre os irmãos”, diz. Vale a pena refletir: será que a criança se sente mesmo solitária ou essa impressão é reflexo de uma percepção dos pais, que muitas vezes se culpam de não poder dar mais atenção e tempo ao filho?

Na opinião de Cecilia Russo Troiano, o casal também pode arranjar companhia para a criança de outros jeitos: com um animal de estimação, colegas da escola, amigos do bairro etc. “Não podemos ter filhos pensando no caráter prático da ‘companhia’. Além disso, haverá momentos em que o mais velho vai querer tudo, menos a presença do mais novo”, afirma.

3. Medo de não ter ninguém para cuidar de você na velhice

Segundo a terapeuta familiar Quezia Bombonatto, de São Paulo (SP), trata-se de uma razão egoísta, já que nenhuma pessoa tem o direito de delegar a outra –muito menos a um filho– o papel de cuidar dela no futuro. “Uma decisão como essa, no entanto, nem sempre é consciente, por isso o casal precisa pesar todos os prós e contras e avaliar se deseja mesmo gerar uma nova vida”, fala Quezia.

A ansiedade em relação à velhice deve ser administrada ou sanada de outra forma. Mesmo porque, de acordo com Cecilia, não são poucas as histórias que mostram que ter filhos não é garantia de ter uma assistência no futuro, nem emocional nem financeira. “Além disso, tantas coisas podem acontecer pelo caminho que não dá para contar com isso. E se o filho não quiser ou não puder assumir essa função? E se a família que ele construir for contra?”, exemplifica a psicóloga.

4. O relógio biológico “tocou”

Essa é uma questão que aflige, sobretudo, o sexo feminino. No entanto, nunca é demais lembrar que, hoje, a medicina conta com vários recursos para que a mulher possa gerar uma criança mesmo que os índices reprodutivos estejam em baixa. Para os especialistas, se apressar para engravidar antes dos 35 ou 40 anos pode se tornar uma armadilha se a mulher não tiver condições financeiras e/ou emocionais para isso. Mesmo as “produções independentes” devem ser pensadas de forma mais racional.  “Ninguém deve guiar uma decisão pela pressão do tempo. Ter um filho é uma resolução que envolve nosso pleno compromisso e precisamos estar preparados em todos os sentidos”, diz Cecilia.

5. Todos os amigos em uniões estáveis têm filhos

Não adianta se iludir: todos os casais com filhos acabam mesmo se ocupando mais e deixado um pouco de lado os amigos que ainda não têm crianças. É algo natural e de ordem prática: pais têm horários mais rígidos, precisam carregar um arsenal de coisas quando saem de casa, conversam sobre assuntos da rotina infantil etc. Os com crianças pequenas, principalmente, parecem pertencer a um outro universo; então é normal que haja um certo distanciamento, pelo menos por um tempo.

Por causa disso, alguns casais se sentem compelidos a também engravidar para acompanhar a turma. “Seguir o que todos fazem jamais deve ser um motivo para pensar em ter filhos. Aliás, não deveria ser motivo para nada. O filho será seu e não dos outros, então, ambos devem estar preparados e ter uma visão realista da maternidade e da paternidade”, diz Cecilia. Talvez seja o caso de tentar adaptar os programas para que todos saiam satisfeitos e/ou de buscar novas amizades com interesses parecidos.

6. Pressão do par

Esse é um dos motivos equivocados mais comuns para alguém resolver ter um filho, mas dificilmente as coisas saem conforme o planejado. “O que é certo para um nem sempre é para o outro. Acho que se deve evitar tomar uma decisão egocentrada. O casal precisa ter consciência ao fazer a escolha, pois as motivações podem ser individuais e muito voltadas ao momento do par.  Trata-se de uma decisão que deve ser feita a dois”, comenta a terapeuta familiar Quezia Bombonatto.

Segundo o psiquiatra Sergio Klepacz, em muitos casos, a pressão de um dos cônjuges pode fazer a diferença, mas, se já houver uma rachadura no relacionamento, ela tende a se aprofundar pela contrariedade daquele que está cedendo na relação. Sujeitar-se à pressão leva a esquecer momentaneamente que depois que a criança nascer ambos dividirão as responsabilidades e precisam estar totalmente motivados e comprometidos para tais tarefas.

7. Influência da família

Também é outro motivo errôneo bastante comum que costuma levar casais a apressarem seus planos de se tornarem pais. A pressão, na maior parte das vezes, vem dos futuros avós, que chegam a apelar para chantagens emocionais do tipo “quero segurar meus netos antes de morrer” para alcançarem seus objetivos. Para os especialistas, o par precisa se proteger contra esses recursos.

“O casal não deve nunca resolver ter um filho por demandas impostas ou convenções sociais. A decisão precisa seguir única e exclusivamente as razões e necessidades dos dois. Afinal, o vínculo maior será com eles, que serão os responsáveis pela nova vida, e não com os avós”, declara Luciana Barros de Almeida, presidente da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia).

Para Sergio Klepacz, psiquiatra do Hospital Samaritano de São Paulo, se o casal não estiver preparado para a chegada da criança –por motivos que vão desde questões financeiras até pendências na relação– os estragos serão maiores do que as recompensas aos avós, que verão a alegria de ter um novo membro na família estragada por possíveis problemas entre o par.

Uol.com.br

Sobre a adoção

Family-Support-Services_0Conceito e finalidade

A adoção vem a ser o ato jurídico solene pelo qual, observados os requisitos legais, alguém estabelece, independentemente de qualquer relação de parentesco consangüíneo ou afim, um vínculo fictício de filiação, trazendo para sua família, na condição de filho, pessoa que, geralmente, lhe é estranha. Dá origem, portanto, a uma relação jurídica de parentesco civil entre adotante e adotado. É uma ficção legal que possibilita que se constitua entre o adotante e o adotado um laço de parentesco de 1º grau na linha reta.

A adoção é, portanto, um vínculo de parentesco civil, em linha reta, estabelecendo entre adotante, ou adotantes, e o adotado um liame legal de paternidade e filiação civil. Tal posição de filho será definitiva ou irrevogável, para todos os efeitos legais, uma vez que desliga o adotado de qualquer vínculo com os pais de sangue, salvo os impedimentos para o casamento (CF, art. 227, §§ 5º e 6º), criando verdadeiros laços de parentesco entre o adotado e a família do adotante.

Como se vê, é uma medida de proteção e uma instituição de caráter humanitário, que tem por um lado, por escopo, dar filhos àqueles a quem a natureza negou e por outro lado uma finalidade assistencial, constituindo um meio de melhorar a condição moral e material do adotado.

Duas eram as hipóteses de adoção admitidas em nosso direito anterior: a simples, regida eplo Código Civil de 1916 e a Lei 3.133/57, e a plena, regulada pela Lei n. 8;069/90, arts. 39 a 52.

A adoção simples, ou restrita, era a concernente ao vínculo de filiação que se estabelece entre adotante e o adotado, que pode ser pessoa maior ou menor entre 18 e 21 anos (Lei n. 8.069?90, art. 2º, parágrafo único), mas tal posição de filho não era definitiva ou irrevogável. Era regida pela Lei nº 3.133/57, que havia atualizado sua regulamentação pelo Código Civil de 1916.

A adoção plena, estatutária ou legitimante foi a denominação introduzida, em nosso país, pela Lei n. 6.697/79, para designar a legitimação adotiva, criada pela Lei n. 4;655/65, sem alterar, basicamente, tal instituto.

Com a revogação da Lei 6.697/79 pela Lei n. 8.069/90, art. 267, mantivemos aquela nomenclatura por entendê-la conforme aos princípios e efeitos da adoção regulada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e ante o fato de essa terminologia já estar consagrada juridicamente, pois tem sido empregada desde a era de Justiniano, que admitia tanto a adoptio plena como a adoptio minus plena, baseando tal distinção no critério da irrevogabilidade.

Adoção plena era a espécie de adoção pela qual o menor adotado passava a ser, irrevogavelmente, para todos os efeitos legais, filho dos adotantes, desligando-se de qualquer vínculo com os pais de sangue e parentes, salvo os impedimentos matrimoniais. Essa modalidade tinha por fim: atender o desejo que um casal tinha de trazer ao seio da família um menor, que se encontrasse em determinadas situações estabelecidas em lei, como filho e proteger a infância desvalida, possibilitando que o menor abandonado ou órfão tivesse uma família organizada e estável.

Assim, a criança até 12 anos e o adolescente entre 12 e 18 anos de idade tinham o direito de ser criados e educados no seio da família substituta, assegurando assim sua convivência familiar e comunitária (Lei 8.069/90, arts. 19 e 28, 1ª parte).

Pelo Código Civil atual e pela Lei 8.069/90, a adoção simples e a plena deixaram de existir, visto que se aplicará a todos os casos da adoção, pouco importando a idade do adotado. A adoção passa a ser irrestrita, trazendo importantes reflexos nos direitos da personalidade e nos direitos sucessórios.

Requisitos

Será imprescindível para a adoção o cumprimento dos seguintes requisitos:

1 – Efetivação por maior de 18 anos independentemente do estado civil (adoção singular) – Lei nº 8.069/90, art. 42 – ou por casal (adoção conjunta), ligado pelo matrimônio ou por união estável, comprovada a estabilidade familiar. Ninguém pode ser adotado por duas pessoas, salvo se forem marido e mulher, ou se viverem em união estável.

Se, porventura, alguém vier a ser adotado por duas pessoas (adoção conjunta ou cumulativa) que não sejam marido e mulher, nem conviventes, prevalecerá tão somente a primeira adoção, sendo considerada nula a segunda, caso contrário ter-se-ia a situação absurda de um indivíduo com dois pais ou duas mães.

Os divorciados, os separados (judicial ou extrajudicialmente – , por interpretação extensiva) e ex-companheiros poderão adotar conjuntamente se o estágio de convivência com o adotado houver iniciado na constância do período da convivência, comprovada a existência de vínculo de afinidade e afetividade com o não detentor da guarda que justifiquem a excepcionalidade da medida, e se fizerem acordo sobre a guarda do menor e o regime do direito de visitas (Lei n. 8.069/90, art. 19).

Por isso, desde que demonstrado efetivo benefício ao adotado, será assegurada a guarda compartilhada (CC, art. 1.584; Lei n. 8.069/90, art. 42, § 4º, com a redação da Lei nº 12.010/2009. Se um dos cônjuges ou conviventes adotar filho do outro, os vínculos de filiação entre o adotado e o cônjuge ou companheiro, e de parentesco entre os respectivos parentes (Lei 8.069/90, art. 41, 21 1º) serão mantidos. Ter-se-á , aqui, uma adoção unilateral.

Tutor ou curador poderão adotar seu tutelado ou curatelado se prestarem judicialmente constas de sua administração, sob a fiscalização do Ministério Público, e saldarem o seu alcance, se houver (ECA, art. 44), fizerem inventário e pedirem exoneração domúnus público.

Estão legitimados a adotar crianças maiores de 3 anos ou adolescentes os seus tutores, detentores de sua guarda legal, desde que domiciliados no Brasil, mesmo não cadastrados (art. 50, § 3º, do ECA) e se o lapso de tempo de convivência comprovar a fixação de laços de afinidade e afetividade, não seja constatada a ocorrência de má-fé ou qualquer das situações previstas nos arts. 237 ou 238 do ECA e haja comprovação de que preenchidos estão os requisitos necessários à adoção (art. 50, § 4º).

Também poderá ser deferida adoção em favor de candidato domiciliado no Brasil não cadastrado previamente quando for formulada por parente com o qual a criança ou adolescente mantenha vínculos de afinidade e afetividade, desde que preenchidos os requisitos legais.

Claro está que pai ou mãe que reconheceu filho não pode adotar, pois a adoção visa à transferência do poder familiar e a criar vínculo de filiação. Assim, adoção por quem já é pai ou mãe, e por isso detentor do poder familiar, seria ato jurídico sem objeto. Nada impede a adoção, pelo pai ou mãe, do filho havido fora da relação conjugal, se não quiser reconhecê-lo, uma vez que não existe na legislação nenhuma norma que proíba relações de parentesco civil entre pai, ou mãe, e filho “natural”.

Nem o marido poderá adotar sua mulher porque isso implicaria matrimônio entre ascendente e descendente por parentesco civil vedado pelo Código Civil, art. 1.521, I, in fine. Marido e mulher não podem ser adotados pela mesma pessoa, pois passariam a ser irmãos.

Se a adoção se der por pessoa solteira ou que não viva em união estável, formar-se-á uma entidade familiar, ou seja, uma família monoparental.

2 – Diferença mínima de idade entre adotante e adotado, pois o adotante, pelo art. 42, § 3º, da Lei n. 8.069/90, há de ser, pelo menos, 16 anos mais velho que o adotado, pois não se poderia conceber um filho de idade igual ou superior à do pai, ou mãe, por ser imprescindível que o adotante seja mais velho para que possa desempenhar cabalmente o exercício do poder familiar. Se o adotante for um casal, bastará que um dos cônjuges, ou conviventes, seja 16 anos mais velho que o adotado.

3 – Consentimento do adotante, do adotado, de seus pais ou de seu representante legal (tutor ou curador) não cabendo nesta matéria separação judicial.

Se o adotado for menor de 12 anos, ou se for maior incapaz, consente por ele seu representante legal (pai, tutor ou curador), mas se contar mais de 12 anos será necessário o seu consenso, colhido em audiência, logo, deverá ser ouvido para manifestar sua concordância (Lei n. 8.069/90, art. 28, § 2º). Havendo anuência dos pais e deferida a adoção em procedimento próprio e autônomo, providenciar-se-á a destituição do poder familiar (Lei n. 8.069/90, arts. 24, 32, 39 a 51, 155 a 163), uma vez que se terá perda do vínculo do menor com sua família de sangue e seu ingresso na família sócio-afetiva.

O consentimento será dispensado em relação à criança ou adolescente, se os pais forem desconhecidos ou tiverem sido destituídos do poder familiar (ECA, art. 45, § 1º). Não haverá, portanto, necessidade de consentimento do representante legal nem do menor, se se provar que se trata de infante que se encontra em situação de risco, por não ter maios para sobreviver, ou em ambiente hostil, sofrendo maus-tratos, ou abandonado, ou de menor cujos pais sejam desconhecido, estejam desaparecidos e esgotadas as buscas, ou tenham perdido o poder familiar, sem nomeação de tutor. Em caso de adoção de menor órfão, abandonado, ou cujos pais foram inibidos do poder familiar, o Estado o representará ou assistirá, nomeando o juiz competente um curador ad hoc.

Sempre que possível, a criança ou o adolescente será previamente ouvido por equipe interprofissional, respeitado seu estágio de desenvolvimento e grau de compreensão sobre as implicações da medida, e terá sua opinião devidamente considerada (ECA, art. 28, § 1º).

Se se tratar de relativamente incapaz, deverá participar do ato assistido pelo seu representante legal.

Já se decidiu que a falta de interesse do genitor em se manter com o poder familiar não pode, jamais, ser presumida tão somente porque teria tomado ciência dessa ação. Necessário seria que fosse efetivamente intimado para que viesse à audiência exercer sua manifestação de vontade, sob pena de, não o fazendo, aí sim poder-se acolher a pretensão buscada pelos requerentes.

Se for maios de 18 anos e capaz, deverá manifestar sua aquiescência por ato inequívoco (RT, 200:652).

*Maria Helena Diniz, ob. cit.

Fonte: http://abadireitodefamilia.blogspot.com.br

Família, êh! Família, ah! Família!

download (1)Conforme a gente crescem, aprende e vive, vai percebendo que conceito de família não é aquele simples papai, mamãe e filhos. Tem tio que é pai, tem avó que é mãe, tem amigo que é irmão e tem até irmão que é pai… muito confuso?

Família constitui sim de pai, mãe e filhos, mas nem sempre os pais na questão são os biológicos! As vezes são pais do coração, seja por laço familiar, por adoção ou por opção. Tem pai com pai, mãe com mãe, mãe e ponto e pai e ponto! Não tem como ter preconceito quando se trata de família, até porquue a preocupação mesmo tem que ser com o bem estar dos filhos, das crianças. Se os responsáveis pelos filhos são empenhados em educar e garantir os melhores cuidados e oportunidades para a criança, abençoada essa criança é!

família
fa.mí.lia
sf (lat família) 1 Conjunto de pessoas, em geral ligadas por laços de parentesco, que vivem sob o mesmo teto, particularmente o pai, a mãe e os filhos. 2 Conjunto de ascendentes, descendentes, colaterais e afins de uma linhagem ou provenientes de um mesmo tronco; estirpe. 3 Pessoas do mesmo sangue ou não, ligadas entre si por casamento, filiação, ou mesmo adoção, que vivem ou não em comum; parentes, parentela. 4 fig Grupo de pessoas unidas por convicções, interesses ou origem comuns.

Eu e meu marido estamos vivendo um sonho com o nosso picolino. Ele é super alegre, esperto, engraçado, curioso e carinhoso. Uma benção em nossas vidas. Nossos planos desde o namoro nunca foi parar no primeiro filho, queremos pelo menos 2. Porém minha idade e saúde me deixam meio receosa de engravidar de novo. Curti muito minha gestação e graças a Deus não tive problema nenhum nos 9 meses. Mas entre a diabetes, problema na coluna e os cuidados que meu filho já requer, optamos por outro caminho para ampliar a família. Estamos nos preparando para iniciar o processo de adoção.

Sabemos que será um longo processo, daremos entrada nos papéis para a habilitação no começo do ano que vem, por hora estamos frequentando o grupo de apoio a adoção aqui de nossa cidade. Estamos nos informando para evitar stress e decepções no processo. Já estamos cientes de que teremos nossa esperada filhinha no prazo de aproximadamente 4 anos. O grupo tem sido de extrema ajuda. Assim como na gestação pesquisei muito sobre cada sintoma, cada possibilidade e cada risco, o que me levou a criar este blog, nesse novo processo de espera já iniciei minha pesquisa e vou compartilhando com vocês os passos, as novidades, as dúvidas e curiosidades, agora não só sobre a gestação, os cuidados com os filhos, mas também sobre adoção e cuidados com filhos do coração.

Vamos embarcar nessa nova fase? Segue abaixo um resumo de como proceder no início da adoção. Estamos apenas no primeiro passo, mas muito ansiosos e empolgados com o que há de vir!

1) Eu quero – Você decidiu adotar. Então, procure a Vara de Infância e Juventude do seu município e saiba quais documentos deve começar a juntar. A idade mínima para se habilitar à adoção é 18 anos, independentemente do estado civil, desde que seja respeitada a diferença de 16 anos entre quem deseja adotar e a criança a ser acolhida. Os documentos que você deve providenciar: identidade; CPF; certidão de casamento ou nascimento; comprovante de residência; comprovante de rendimentos ou declaração equivalente; atestado ou declaração médica de sanidade física e mental; certidões cível e criminal.
2) Dê entrada! – Será preciso fazer uma petição – preparada por um defensor público ou advogado particular – para dar início ao processo de inscrição para adoção (no cartório da Vara de Infância). Só depois de aprovado, seu nome será habilitado a constar dos cadastros local e nacional de pretendentes à adoção.
3) Curso e  Avaliação – O curso de preparação psicossocial e jurídica para adoção é obrigatório. Na 1ª Vara de Infância do DF, o curso tem duração de 2 meses, com aulas semanais. Após comprovada a participação no curso, o candidato é submetido à avaliação psicossocial com entrevistas e visita domiciliar feitas pela equipe técnica interprofissional. Algumas comarcas avaliam a situação socioeconômica e psicoemocional dos futuros pais adotivos apenas com as entrevistas e visitas. O resultado dessa avaliação será encaminhado ao Ministério Público e ao juiz da Vara de Infância.
4) Você pode – Pessoas solteiras, viúvas ou que vivem em união estável também podem adotar; a adoção por casais homoafetivos ainda não está estabelecida em lei, mas alguns juízes já deram decisões favoráveis.
5) Perfil – Durante a entrevista técnica, o pretendente descreverá o perfil da criança desejada. É possível escolher o sexo, a faixa etária, o estado de saúde, os irmãos etc. Quando a criança tem irmãos, a lei prevê que o grupo não seja separado.
   
6) Certificado de Habilitação – A partir do laudo da equipe técnica da Vara e do parecer emitido pelo Ministério Público, o juiz dará sua sentença. Com seu pedido acolhido, seu nome será inserido nos cadastros, válidos por dois anos em território nacional.
7) Aprovado – Você está automaticamente na fila de adoção do seu estado e agora aguardará até aparecer uma criança com o perfil compatível com o perfil fixado pelo pretendente durante a entrevista técnica, observada a cronologia da habilitação. Caso seu nome não seja aprovado, busque saber os motivos. Estilo de vida incompatível com criação de uma criança ou razões equivocadas (para aplacar a solidão; para superar a perda de um ente querido; superar crise conjugal etc.) podem inviabilizar uma adoção. Você pode se adequar e começar o processo novamente.
8) Uma criança – A Vara de Infância vai avisá-lo que existe uma criança com o perfil compatível ao indicado por você. O histórico de vida da criança é apresentado ao adotante; se houver interesse, ambos são apresentados. A criança também será entrevistada após o encontro e dirá se quer ou não continuar com o processo. Durante esse estágio de convivência monitorado pela Justiça e pela equipe técnica, é permitido visitar o abrigo onde ela mora; dar pequenos passeios para que vocês se aproximem e se conheçam melhor. Esqueça a ideia de visitar um abrigo e escolher a partir daquelas crianças o seu filho. Essa prática já não é mais utilizada para evitar que as crianças se sintam como objetos em exposição, sem contar que a maioria delas não está disponível para adoção.
9) Conhecer o futuro filho – Se o relacionamento correr bem, a criança é liberada e o pretendente ajuizará a ação de adoção.  Ao entrar com o processo, o pretendente receberá a guarda provisória, que terá validade até a conclusão do processo. Nesse momento, a criança passa a morar com a família. A equipe técnica continua fazendo visitas periódicas e apresentará uma avaliação conclusiva.
10) Uma nova Família! – O juiz profere a sentença de adoção e determina a lavratura do novo registro de nascimento, já com o sobrenome da nova família. Você poderá trocar também o primeiro nome da criança. Nesse momento, a criança passa a ter todos os direitos de um filho biológico.
Aos poucos vou explicado um pouco mais sobre cada passo da adoção. É um processo sério e longo, o que na minha opinião é muito bom, pois quem não tem paciência de esperar é porque não quer mesmo um filho, então desiste no meio do caminho, o que é até bom para as crianças. Nós estamos muito felizes com nossa escolha e queremos muito passar por esse processo, por essa longa “gestação do coração”. Confesso que já ando coração mole com tudo o que diz respeito a adoção e até gestação. Quero que Deus nos guie nessa fase e nos ajude a enfrentar cada passo do processo até a chegada da nossa princesa.🙂

Mãe de primeira viagem

downloadSocorro! O neném nasceu, e agora?

Calma mamãe, a jornada tá só começando! Isso é um relato do que eu vivi nas primeiras semanas com o bebê.

Durante a gestação estudei bastante sobre cuidados com o bebe, acho que isso me ajudou bastante. Mas senti na pele o que dizem por aí: “quando nasce um neném, nasce uma mãe”. Assim que nasceu meu filhote ficamos alguns dias internados pois ele precisou de cuidados especiais no hospital, isso me ajudou a perder o medo de pegar o neném no colo, trocá-lo e até dar banho. Via as enfermeiras fazerem tudo isso com tanta naturalidade e sem medo de quebrar o neném, me deu confiança.para fazê-lo também!

Pode pegar, carregar, limpar e trocar o neném sem medo, ele não vai quebrar!

Minha maior dificuldade acho que foi amamentar! Tivemos dificuldade de pega, dificuldade pro leite descer, o neném tinha preguiça de puxar o leite, os seios doiam,  tinha que compketar com fórmula, no segundo mês meu leite secou e não voltou mais nem com estímulo, nem com remédio nem com simpatias. É claro que a amamentação é fundamental! A defendo no mínimo durante o primeiro ano do neném. Mas dificuldades existem e tem mãe que não consegue amamentar, isso não a faz menos mãe! Fórmulas existem porque nem sempre a biologia é perfeita!

Amamentar é uma delícia, é o alimento ideal para o bebê até 1 ano, mas se você por alguma razão não conseguir, não está falhando, acontece!

Cuidar do seu bebê é a coisa mais gostosa do mundo! Observar cada nova descoberta dele. Até o pum que o bebê solta é lindinho! Juro que não tem segredo! Precisa alimentar, limpar e amar muito que a criança vai ficar bem! Claro que tem alguns tropeços com cólicas, vómitos, pesadelinhos, noites em claro… mas lembre que sua mãe, tias, avós e até amigas já foram mães e podem te dar muitas dicas! A criança é sua, talvez algumas sugestões podem não combinar com suas convicções, você não precisa seguir tuo o que te dizem, mas vale a pena escutar para ter opções e conhecimento na hora que bater aquele desespero durante uma crise de choro do neném! As vezes você pode pedir ajuda sem medo para cuidar do neném, de você e da sua casa.

O filho é seu, mas você não precisa achar que está sozinha na missão de criá-lo! Parentes e amigos sempre estão dispostos a ajudar, mesmo que seja com conselhos!

Na primeira semana de vida o neném precisa ir ao pediatra, procure um que você se identifique, que te passe confiança. Seja nas consultas mensais ou nos telefonemas de emergência durante algum probleminha do seu filho, você precisa se sentir a vontade e confiar no profissional. A primeira pediatra que fomos desmarcou 2 vezes, o segundo pediatra nos conquistou! Super carinhoso e atencioso com o neném, estamos nele até hoje. Quando chegamos lá ele brinca, beija, abraça, examina o Lo com muito carinho.

Se precisar, visite vários pediatras até encontrar um que te passe confiança. O pediatra vai acompanhar o crescimento do seu filho por anos, você precisa simpatizar com o mesmo!

Dormir é bom e todo mundo gosta! O recém nascido dorme bastante, geralmente só acorda para mamar. A mãe pode (e deve) aproveitar para descansar também! Nas primeiras semanas você possivelmente vai receber muitas visitas, não tenha vergonha de dizer que está cansada, que o neném precisa dormir, etc. O importante nesse momento são mamãe e bebê, os outros que se adaptem e respeitem o momento da mãe se recuperar do parto, se adaptar com a nova rotina e precisa de um tempo para interagir com aquele serzinho mágico ue nasceu.

Receba as visitas que trazem muito carinho, mas não esqueça que o momento é seu com o bebê. Não se sinta mal de recusar visitas, de estipular horários pra família ir a sua casa. As pessoas vão entender!

No mais, curta muito o neném, ele cresce muito rápido e cada etapa é uma delícia! Todo dia é uma nova descoberta, um novo movimento, uma nova gracinha para você curtir! Confie nos seus instintos maternos, quem acompanha o cotidiano do neném é você, então você que vai ir conhecendo as reações e necessidades dele!

No demais, parabéns mamãe! Está começando a melhor fase da sua vida!

O que não se deve falar para as crianças – educação

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Os pais são os exemplos dos filhos e suas atitudes podem ter um impacto positivo ou negativo naformação da personalidade e identidade social da criança. Por isso, de acordo com o pediatra Marcelo Reibscheid, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo, existem algumas coisas que jamais devem ser ditas às crianças ou faladas na frente delas.

Veja quais são:

1 – Não rotule seu filho de pestinha, chato, lerdo ou outro adjetivo agressivo, mesmo que de brincadeira. Isso fará com que ele se torne realmente isso.

2 – Não diga apenas sim. Os nãos e porquês fazem parte da relação de amizade que os pais querem construir com os filhos.

3 – Não pergunte à criança se ela quer fazer uma atividade obrigatória ou ir a um evento indispensável. Diga apenas que agora é a hora de fazer.

4 – Não mande a criança parar de chorar. Se for o caso, pergunte o motivo do choro ou apenas peça que mantenha a calma, ensinando assim a lidar com suas emoções.

5 – Não diga que a injeção não vai doer, porque você sabe que vai doer. A menos que seja gotinha, diga que será rápido ou apenas uma picadinha, mas não engane.

6 – Não diga palavrões. Seu filho vai repetir as palavras de baixo calão que ouvir.

7 – Não ria do erro da criança. Fazer piada com mau comportamento ou erros na troca de letras pode inibir o desenvolvimento saudável.

8 – Não diga mentiras. Todos os comportamentos dos pais são aprendidos pelos filhos e servem de espelho.

9 – Não diga que foi apenas um pesadelo e mande voltar para a cama. As crianças têm dificuldade de separar o mundo real do imaginário. Quando acontecer um sonho ruim, acalme seu filho e leve-o para a cama, fazendo companhia até dormir.

10 – Nunca diga que vai embora se não for obedecido. Ameaças e chantagens nunca são saudáveis.

http://itodas.uol.com.br/mae/

Retorno

Fiquei pasma de entrar no painel do blog e descobrir que minha última postagem aqui foi a exato 1 ano!!!  Fiquei ainda mais pasma de ver como tem tido muita visitação! Espero que as informações daqui estejam ajudando outras mamães e futuras mamães! Preciso voltar a cuidar com muito carinho desse blog!

Gente, estamos prestes a entrar de novo em período de “espera”, um pouco diferente da espera do nosso Lorenzo, mas isso é assunto para um outro post em breve. Juro que vou voltar a me dedicar muito mais a este espaço! Curti muito a gestação e agora cada novidade, cada descoberta e evolução do meu filhote. Seguem algumas fotos para ilustrar o que foi o nosso 1ro. ano juntos!

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Nasceu (faz tempo!)

1236419_10201398531141261_1108291952_nEstou 1 mês e 1/2 exatos atrasada para escrever este post! Sim, meu picolino nasceu!!! Lindo, delicioso, tranquilinho e maravilhoso!

Agradeço a quem acompanhou minha gestação e hoje comemora comigo a vida do meu anjinho. Oficialmente me organizei e estou voltando a blogosfera, então podem se preparar, em breve os posts continuam! Por hora só queria exibir minha cria!🙂

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