tomar remédios na gravidez?

remediosDiversas drogas nunca foram testadas em mulheres grávidas ou antes de engravidar. Por isso, não se sabe ao certo a extensão de seus efeitos. Na dúvida, suspenda o uso

A recomendação é evitar remédios antes de engravidar e durante os nove meses seguintes. Pode parecer drástico, mas a razão é legítima. Diversas drogas nunca foram testadas em mulheres grávidas ou logo antes de engravidar. Por isso mesmo, os cientistas não conhecem a extensão de seus efeitos. Eles sabem, porém, que algumas substâncias, quando ingeridas em pequenas doses, não causam estragos. Um remédio para dor de cabeça ou cólicas, por exemplo, pode ser consumido. É o caso do Tylenol, liberado pelos médicos. Há antiinflamatórios, no entanto, que podem prejudicar a ovulação ou tornar o útero mais hostil para a implantação do ovo.

No extremo, existe ainda uma série de substâncias que são totalmente proibidas para a futura mãe por causarem malformações no feto. Anote seus nomes: isotretinoína e ácido retinóico (para acne), varfarina (anticoagulante), sumatriptano e propranolol (ambos para enxaqueca) e cortisona (para inflamações). Há uma outra lista de medicamentos que, usados de modo constante ou abusivo, podem alterar a função reprodutiva da mulher, como espironolactona e bloqueadores do canal de cálcio (para função cardíaca e função arterial), colcichina ou alopurinol (tratamento de gota) e cimetidina (alterações gastrointestinais). Se você faz uso desses medicamentos, é importante conversar com o médico.

Já as mulheres que têm alguma doença crônica não devem suspender a medicação nem alterá-la sem antes consultar o médico. De acordo com o obstetra Alberto d´Auria, diretor clínico do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo, aquelas que têm distúrbio da tireóide precisam continuar o uso e muitas vezes até aumentar a dose. “Caso a quantia não seja corrigida para suprir a nova necessidade, poderá ocorrer aborto ou parto prematuro”, afirma. Nos casos de hipertensão arterial, a medicação também não pode ser abandonada. O especialista, diante do histórico da paciente, regula a dosagem. “Já nos casos de epilepsia, o obstetra fará, juntamente com o neurologista, a modificação da substância permitida na gestação”, acrescenta d´Auria.

http://bebe.abril.com.br/

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