Família, êh! Família, ah! Família!

download (1)Conforme a gente crescem, aprende e vive, vai percebendo que conceito de família não é aquele simples papai, mamãe e filhos. Tem tio que é pai, tem avó que é mãe, tem amigo que é irmão e tem até irmão que é pai… muito confuso?

Família constitui sim de pai, mãe e filhos, mas nem sempre os pais na questão são os biológicos! As vezes são pais do coração, seja por laço familiar, por adoção ou por opção. Tem pai com pai, mãe com mãe, mãe e ponto e pai e ponto! Não tem como ter preconceito quando se trata de família, até porquue a preocupação mesmo tem que ser com o bem estar dos filhos, das crianças. Se os responsáveis pelos filhos são empenhados em educar e garantir os melhores cuidados e oportunidades para a criança, abençoada essa criança é!

família
fa.mí.lia
sf (lat família) 1 Conjunto de pessoas, em geral ligadas por laços de parentesco, que vivem sob o mesmo teto, particularmente o pai, a mãe e os filhos. 2 Conjunto de ascendentes, descendentes, colaterais e afins de uma linhagem ou provenientes de um mesmo tronco; estirpe. 3 Pessoas do mesmo sangue ou não, ligadas entre si por casamento, filiação, ou mesmo adoção, que vivem ou não em comum; parentes, parentela. 4 fig Grupo de pessoas unidas por convicções, interesses ou origem comuns.

Eu e meu marido estamos vivendo um sonho com o nosso picolino. Ele é super alegre, esperto, engraçado, curioso e carinhoso. Uma benção em nossas vidas. Nossos planos desde o namoro nunca foi parar no primeiro filho, queremos pelo menos 2. Porém minha idade e saúde me deixam meio receosa de engravidar de novo. Curti muito minha gestação e graças a Deus não tive problema nenhum nos 9 meses. Mas entre a diabetes, problema na coluna e os cuidados que meu filho já requer, optamos por outro caminho para ampliar a família. Estamos nos preparando para iniciar o processo de adoção.

Sabemos que será um longo processo, daremos entrada nos papéis para a habilitação no começo do ano que vem, por hora estamos frequentando o grupo de apoio a adoção aqui de nossa cidade. Estamos nos informando para evitar stress e decepções no processo. Já estamos cientes de que teremos nossa esperada filhinha no prazo de aproximadamente 4 anos. O grupo tem sido de extrema ajuda. Assim como na gestação pesquisei muito sobre cada sintoma, cada possibilidade e cada risco, o que me levou a criar este blog, nesse novo processo de espera já iniciei minha pesquisa e vou compartilhando com vocês os passos, as novidades, as dúvidas e curiosidades, agora não só sobre a gestação, os cuidados com os filhos, mas também sobre adoção e cuidados com filhos do coração.

Vamos embarcar nessa nova fase? Segue abaixo um resumo de como proceder no início da adoção. Estamos apenas no primeiro passo, mas muito ansiosos e empolgados com o que há de vir!

1) Eu quero – Você decidiu adotar. Então, procure a Vara de Infância e Juventude do seu município e saiba quais documentos deve começar a juntar. A idade mínima para se habilitar à adoção é 18 anos, independentemente do estado civil, desde que seja respeitada a diferença de 16 anos entre quem deseja adotar e a criança a ser acolhida. Os documentos que você deve providenciar: identidade; CPF; certidão de casamento ou nascimento; comprovante de residência; comprovante de rendimentos ou declaração equivalente; atestado ou declaração médica de sanidade física e mental; certidões cível e criminal.
2) Dê entrada! – Será preciso fazer uma petição – preparada por um defensor público ou advogado particular – para dar início ao processo de inscrição para adoção (no cartório da Vara de Infância). Só depois de aprovado, seu nome será habilitado a constar dos cadastros local e nacional de pretendentes à adoção.
3) Curso e  Avaliação – O curso de preparação psicossocial e jurídica para adoção é obrigatório. Na 1ª Vara de Infância do DF, o curso tem duração de 2 meses, com aulas semanais. Após comprovada a participação no curso, o candidato é submetido à avaliação psicossocial com entrevistas e visita domiciliar feitas pela equipe técnica interprofissional. Algumas comarcas avaliam a situação socioeconômica e psicoemocional dos futuros pais adotivos apenas com as entrevistas e visitas. O resultado dessa avaliação será encaminhado ao Ministério Público e ao juiz da Vara de Infância.
4) Você pode – Pessoas solteiras, viúvas ou que vivem em união estável também podem adotar; a adoção por casais homoafetivos ainda não está estabelecida em lei, mas alguns juízes já deram decisões favoráveis.
5) Perfil – Durante a entrevista técnica, o pretendente descreverá o perfil da criança desejada. É possível escolher o sexo, a faixa etária, o estado de saúde, os irmãos etc. Quando a criança tem irmãos, a lei prevê que o grupo não seja separado.
   
6) Certificado de Habilitação – A partir do laudo da equipe técnica da Vara e do parecer emitido pelo Ministério Público, o juiz dará sua sentença. Com seu pedido acolhido, seu nome será inserido nos cadastros, válidos por dois anos em território nacional.
7) Aprovado – Você está automaticamente na fila de adoção do seu estado e agora aguardará até aparecer uma criança com o perfil compatível com o perfil fixado pelo pretendente durante a entrevista técnica, observada a cronologia da habilitação. Caso seu nome não seja aprovado, busque saber os motivos. Estilo de vida incompatível com criação de uma criança ou razões equivocadas (para aplacar a solidão; para superar a perda de um ente querido; superar crise conjugal etc.) podem inviabilizar uma adoção. Você pode se adequar e começar o processo novamente.
8) Uma criança – A Vara de Infância vai avisá-lo que existe uma criança com o perfil compatível ao indicado por você. O histórico de vida da criança é apresentado ao adotante; se houver interesse, ambos são apresentados. A criança também será entrevistada após o encontro e dirá se quer ou não continuar com o processo. Durante esse estágio de convivência monitorado pela Justiça e pela equipe técnica, é permitido visitar o abrigo onde ela mora; dar pequenos passeios para que vocês se aproximem e se conheçam melhor. Esqueça a ideia de visitar um abrigo e escolher a partir daquelas crianças o seu filho. Essa prática já não é mais utilizada para evitar que as crianças se sintam como objetos em exposição, sem contar que a maioria delas não está disponível para adoção.
9) Conhecer o futuro filho – Se o relacionamento correr bem, a criança é liberada e o pretendente ajuizará a ação de adoção.  Ao entrar com o processo, o pretendente receberá a guarda provisória, que terá validade até a conclusão do processo. Nesse momento, a criança passa a morar com a família. A equipe técnica continua fazendo visitas periódicas e apresentará uma avaliação conclusiva.
10) Uma nova Família! – O juiz profere a sentença de adoção e determina a lavratura do novo registro de nascimento, já com o sobrenome da nova família. Você poderá trocar também o primeiro nome da criança. Nesse momento, a criança passa a ter todos os direitos de um filho biológico.
Aos poucos vou explicado um pouco mais sobre cada passo da adoção. É um processo sério e longo, o que na minha opinião é muito bom, pois quem não tem paciência de esperar é porque não quer mesmo um filho, então desiste no meio do caminho, o que é até bom para as crianças. Nós estamos muito felizes com nossa escolha e queremos muito passar por esse processo, por essa longa “gestação do coração”. Confesso que já ando coração mole com tudo o que diz respeito a adoção e até gestação. Quero que Deus nos guie nessa fase e nos ajude a enfrentar cada passo do processo até a chegada da nossa princesa.🙂

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